Fazes-me bem, sabias?! Tu não me prendes. E muito menos me sufocas. Não me matas nem me consomes. Tu não me anulas. E muito menos me invades. Corrijo-me, invades-me. Invades-me o coração. E sem saber como e porquê, acolhes-me. Proteges-me e ouves-me. Não me criticas. E o melhor de tudo, é que vais ficando. Vais transformando o desejo na necessidade. E, para te ser sincero, não me importo. Tu fazes-me bem. É, fazes-me bem. E eu … oh, eu sinto-me feliz. Tão feliz que tudo o que nutro é saudável. Ou melhor, tudo o que nós nutrimos. Nós e isto que vimos a construir com todo o cuidado do mundo. Oferecemos-lhe todo o alimento necessário e eu sei, sei que ele já está bem gordinho. Não muito, até porque a obesidade não lhe faria bem. Mas o necessário para continuarmos juntos e assim continuarmos. E olha, deixa-me só segredar-te uma coisa: tu fazes-me bem. Muito bem!
(S*

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